Falta qualidade para SLAs de serviços de Cloud

Falta qualidade para SLAs de serviços de Cloud. Um grupo de defesa de clientes do modelo de computação considera que os acordos de nível de serviço são demasiado rígidos. São até distorcidos a favor do fornecedor.

Os Service Level Agreements (SLAs) propostos no segmento de cloud computing podem ser difíceis de decifrar e, em alguns casos, demasiado rígidos e pouco negociáveis. Podem até serem distorcidos em favor dos prestadores de serviços, segundo análise feita pelo grupo de usuários Cloud Standards Customer Council (CSCC).

O CSCC é suportado por dezenas dos maiores fornecedores de cloud computing e não revelou quais foram os contratos examinados. Disse apenas que abrangeu propostas de acordo de nível de serviço de alguns dos maiores fornecedores de nuvens públicas.

De acordo com o estudo, a falta de uniformização dos SLAs de diversos fornecedores torna difícil para aos usuários realizar comparações. Termos importantes, mas de difícil compreensão, sobre as principais garantias de nível de serviço, estão geralmente espalhados por vários documentos.

Geralmente, os SLAs favorecem pesadamente o fornecedor, limitando as responsabilidade destes. O consumidor é que tem de detectar as violações do SLA, notificar o prestador de serviços e solicitar um crédito.

O conselho do CSCC é que os clientes compreendam o uso da nuvem feito pela empresa e todos os requisitos críticos de desempenho críticos e tente encontrá-los no documento. Os autores do estudo consideram ser fundamental para as empresas estudarem bem a adoção de cloud computing. Em muitos casos, as empresas avaliam o uso de cloud pública baseando-se no desempenho, preço e outros comparativos.

Por exemplo, se um usuários está avaliando a opção de cloud pública para Disaster Recovery e Continuidade, deve se preocupar especialmente com a forma como os dados são copiados pelo prestador dos serviço de nuvem, em vários sites, para garantir a disponibilidade e o tempo de atividade.

Se a plataforma estiver sendo usada para testes e desenvolvimento de produtos e serviços, talvez o tempo de disponibilidade não seja tão importante quanto assegurar recursos de segurança: por exemplo, o isolamento de dados e sua exclusão, após o término do serviço.

Em alguns casos os SLAs de cloud computing podem ter termos e condições inegociáveis, capazes de impedir uma empresa de usar o serviço. Steven Woodward, um dos autores, recomenda que as organizações estudem os SLA, e só depois passem para a avaliação de outras referências.

Se os SLA não atendem aos requisitos dos usuários, talvez uma nuvem privada, ou uma hospedagem gerida sejam opções melhores. “Esperamos que a indústria amadureça e, como há mais e mais discussões sobre casos de utilização entre fornecedores e usuários, possamos começar a ver consumidores mais bem informados”, diz, Claude Baudoin, consultor de TI que ajudou a compilar o relatório.

A esperança é a de que os melhores compradores forcem os prestadores de serviço a alterarem os seus SLAs de forma deixá-los mais claros, concisos, normatizados e fáceis de utilizar.

Fonte: CIO