Cresce a exigência sobre profissionais de TI

Cresce a exigência sobre profissionais de TI. Cyro Diehl, presidente da Oracle Brasil, acredita que os CIOs brasileiros devem sair da caixa e, mais, estão sendo obrigados a isso. “O nível de exigência das empresas em cima destes profissionais está crescendo e, para atendê-lo, eles precisam buscar a simplificação”, disse.

Sob o ponto de vista da Oracle, a busca pela simplificação não passa por uma única receita: ela pode estar na nuvem, na própria estrutura corporativa ou em data centers externos. Tudo depende do foco e da estratégia a serem adotados, e aí o principal executivo de TI tem papel fundamental.

“O CIO precisa se tornar um homem de negócios, e aí há uma grande oportunidade”, afirma Diehl. Ele lembra que, hoje, os executivos de TI estão entre os poucos que têm uma visão de todo o negócio das empresas e que, deixando sua zona de conforto, podem se tornar candidatos potenciais à presidência de suas companhias.

Para o presidente, no entanto, a tal simplificação não é uma tarefa fácil. “Uma grande questão é a integração, que também é um obstáculo para a ida à nuvem. As empresas ainda dependem de planilhas e de diversos fornecedores para integrar seus sistemas e processos”, afirma.

E é neste ponto que a Oracle, com o desenvolvimento de appliances com hardware e software integrados, acredita estar acertando na estratégia. Diehl afirma que o objetivo da companhia é oferecer pacotes cada vez mais completos e, ao mesmo tempo, mais simples de operar e manter.

“Investimos US$ 50 bilhões em aquisições nos últimos anos para isso: colocar soluções que já eram líderes em pacotes que tornam seu desempenho ainda melhor”, explica. E isso, ele garante, sem engessar os usuários. “Nossas soluções são abertas, escritas em Java. O cliente pode adquirir inteiras, em pedaços e pode migrar a hora que quiser”.

Hardware
Não por acaso, o tema hardware hoje é parte de qualquer apresentação feita pela Oracle e, segundo os executivos da companhia, ele tem sido mais bem tratado do que era pela Sun. “A Sun não desenvolvia seus servidores na mesma velocidade que a Oracle faz hoje”, lembra Edilson Fuzetti, diretor de hardware da Oracle Brasil.

Ele explica que a companhia desenvolve hardware em duas frentes: integrada e otimizada. A primeira desenvolve produtos com software Oracle, e é representada por soluções como o Exadata, Exalogic e Exalytics. Para o segundo grupo, a empresa conta com um grupo de trabalho focado em tornar mais simples o funcionamento dos softwares Oracle no hardware de terceiros.

“As soluções são oferecidas de acordo com o nível de desempenho desejado pelo cliente. Para os mais altos, soluções integradas”, explica, lembrando que a primeira orientação é favorável ás soluções integradas, mas que isso depende de uma série de pré-requisitos do cliente.