Empresas européias tem interesse no mercado brasileiro de TI

O interesse de empresas européias por aquisições no Brasil teve um aumento vertiginoso nos últimos anos e o setor mais aquecido para esse tipo de transação foi o de Tecnologia da Informação. Apenas no primeiro trimestre de 2011, já foram realizadas 167 fusões e aquisições – maior número já registrado para o período no Brasil – sendo 22 delas na área de TI, segundo a KPMG.

A crise econômica européia foi um dos fatores determinantes para o crescimento desse interesse. “No início, o objetivo das empresas estrangeiras era seguir as grandes empresas de outras áreas que estavam se fixando no país. Mais recentemente, a dificuldade econômica vivida pela Europa foi outro motivador desses investimentos no Brasil”, explica Ruy Simões, sócio da Guarita Associados.

O mercado de TI brasileiro é reconhecido internacionalmente pela qualificação de seus profissionais. Além disso, a estabilidade do governo e da economia dão tranqüilidade ao investidor estrangeiro. Esses fatores também tornam o terreno fértil para essas transações.

Segundo Simões, as empresas mais visadas são as que oferecem produtos de software para atividades específicas (área financeira ou de telefonia, por exemplo) e serviços para a infra-estrutura das empresas ou aquelas que possuem clientes importantes que propiciem a venda de seus produtos e serviços.

Entre as empresas européias, as francesas, alemães e inglesas são as que lideram o ranking das que mais compram no país. A maioria delas são empresas de TI de grande porte, já com atuação no exterior. A compra recente de participação na CPM Braxis pela Cap Gemini francesa é um exemplo.

Para Simões, o momento se apresenta ideal para esse tipo de transação. “As empresas brasileiras de TI preparadas para interagir com suas congêneres europeias serão amplamente beneficiadas pela ampliação de seu mercado de atuação, absorção de novas e mais atuais tecnologias, intercambio de profissionais, adição de novas verticais a sua oferta de produtos e serviços”, acredita.