Software vai definir o futuro das redes

Software vai definir o futuro das redes. Quatro fornecedores, em especial, estão aproveitando bem os conceitos e a tecnologia SDN. A gestão de redes tornou-se cada vez mais trabalhosa e a inflexibilidade das tecnologias e das arquiteturas só dificulta a tarefa. Por isso, propostas da Open Networking Foundation (ONF), para a adoção de redes de comunicação definidas por software – ou Software Defined Networks (SDN) – estão  ganhando cada vez maior atenção.

Mas a ONF ainda enfrenta alguns desafios para as SDN conquistarem o mercado. As tecnologias saíram do laboratório há pouco tempo, e começam agora a entrar em ambientes de produção.

Em um evento organizado recentemente pela Network World, um porta-voz perguntou a uma audiência de 450 profissionais de TI se eles estavam familiarizados com o conceito de redes definidas por software. Apenas 10% levantaram as mãos para dizer sim.

Ao mesmo tempo que potenciais clientes começam a tornar públicos planos de adoção da arquitetura, a comunidade de fornecedores começa surgir. Quatro fornecedores, em especial, estão aproveitando bem os conceitos e a tecnologia SDN:

Pertino – A Pertino é uma startup que acaba de lançar uma oferta de “Rede-como-Serviço” que usa uma rede SDN para suportar a implantação de uma rede local na nuvem. Mediante um registo, e autenticação, cria-se uma rede migrando os dispositivos para a plataforma, descarregando para o equipamento software cliente (suporta os sistemas operacionais Windows 7 e 8, e dispositivos Windows 2008 R2; o suporte para Mac OS X está previsto para breve).

Depois é possível convidar outras pessoas para aderir à rede criada, fazendo o mesmo. As pessoas poderão com partilhar arquivos de forma segura e acessar remotamente desktops e outros recursos da empresa, sem terem de mexer em endereços IP, DHCP, DNS, NAT, etc.

O serviço é gratuito para grupos de até três usuários. Acima disso custa 10 dólares por mês por cada usuário.

Há quatro casos de uso importantes para o serviço, incluindo a capacidade de acessar recursos de rede do escritório fora do escritório, o acesso a aplicativos de escritório através de desktops remotos, compartilhamento de arquivos seguro, e o acesso seguro aos serviços em nuvem de dentro de um escritório.

Pluribus Network – A Pluribis é uma empresa com 3 anos de idade, fornecedora de uma solução híbrida de switch e servidor capaz de suportar o protocolo OpenFlow associado à SDN. Isso permite abordar problemas de rede a partir de uma série de novas combinações interessantes.

Com o equipamento é possível implantar uma SDN sem ter de usar uma controladora à parte. Mas tendo um elemento de computação e até 8TB de armazenamento no dispositivo é possível ser criativo, digamos, integrando a segurança ou outros serviços ou tratando questões de desempenho, assumindo tarefas de computação – neste último caso é perfeito para os ambientes exigentes de serviços financeiros.

Glue Networks – Reconhece que a maioria do trabalho em torno da SDN está centrada no data centers. Mas na sua visão,  a WAN será o próximo ponto de enfoque conforme as organizações começarem a aumentar a fluidez tornada possível graças à virtualização.

A Glue está desenvolvendo o que denomina de Gluware WAN Operating System para “construir, monitorar, manter e gerir WANs de arquitetura SDN“, com o objetivo principal de “automatizar a criação e a gestão de uma WAN”.

Tail-f Systems – A empresa propõe ”uma camada de abstração entre os dispositivos de rede e o software de controle centralizado da rede… capaz de interagir diretamente com dispositivos de rede de qualquer fornecedor, assim como com dispositivos compatíveis com o OpenFlow”. O objetivo é trazer equipamentos legados para redes, fáceis de configurar/implantar/gerir em  redes definidas por software.

Fonte: CIO