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US$ 18 por mil seguidores: mercado negro no Twitter cresce rapidamente

Estudo aponta mais de 72 mil contas falsas na rede social, incluindo mais de 11 mil utilizadas para conseguir lucro com propagandas; cada seguidor falso sai por menos de US$ 0,02

O comércio de followers para o Twitter parece ser uma tática crescente no mercado mercado negro da internet. Segundo um estudo realizado pela Barracuda Labs, empresa americana de segurança virtual, existem ao menos 20 vendedores de falsos seguidores no eBay e outros 58 sites que realizam o mesmo tipo de venda. Bastaria pagar 18 dólares para ter mil seguidores e engordar a sua lista – cada um sai por menos de 2 centavos de dólar, se comprados em pacotes.

Os usuários que costumam realizar esse tipo de operação com mais frequencia são chamados de abusadores (“abusers”, em inglês) – pessoas que utilizam a conta para vender propaganda. Ainda segundo o estudo, 72.212 contas no Twitter seriam falsas e 11.283 pertencentes aos abusadores.

“Muitas pessoas sonham em ser populares e famosas e o Twitter fornece um meio de tornar isso possível. Muitos usuários tentam ganhar visibilidade por meio de tuites contendo frases engraçadas ou comentários sobre eventos recentes e assuntos que interessam a outros”, afirma Jason Ding, cientista de pesquisas da Barracuda. “No entanto, alguns usuários procuram meios alternativos para parecer desejáveis e se tornar populares mais rápido. Um caminho é comprar followers, que, certo ou errado, é uma tendência que está crescendo significativamente.”

Mais da metade do número de abusadores (53%) costumam ter cerca de 4 mil a 26 mil seguidores. As contas compradas por eles, também seguem pessoas, para parecerem reais. Mas esse número não passa de 2000 – mais do que isso, o sistema interno do Twitter identifica aquela conta como a de um possível abusador.

Mesmo com esse limite de segurança, Dealers (vendedores de contas falsas) podem utilizar técnicas para dificultar a identificação das falsificações – por exemplo, seguindo aleatoriamente personalidades e pessoas comuns, ou retuitando mensagens da própria rede. “Essa é uma das razões pela qual o preço por seguidores varia do eBay para outros sites, que vendem contas falsas de 2 a 55 dólares”, disse Jason. “Quanto mais alto o preço, mais reais parecem os usuários falsos”.

Confira um infográfico do estudo, em inglês, clicando aqui.

Porque comprar seguidores?
Abusers costumam fazer esse procedimento porque vendem anúncios com base em suas contas. Ou seja, quanto mais seguidores, mais dinheiro. Para exemplificar, apenas 31% das contas reais no Twitter postam mensagens que contenham algum link de alguma marca, enquanto que 75% dos abusadores anunciam produtos em seus perfis. Outros usuários utilizam o recurso apenas para parecerem populares na rede, segundo a pesquisa.

A conta no Twitter de Mitt Romney, candidato republicano à presidência dos Estados Unidos em 2012, é um dos perfis usados como exemplo pela análise. Em apenas um dia, o número de seguidores de Romney cresceu 17% – passando de 673.002 para 789.924. Ainda segundo a empresa, 80% dessas contas tem apenas 3 meses de vida, e 25% delas não possuem nem mesmo 3 semanas de existência.

Uma em cada 4 contas que seguem o perfil do candidato nunca tuitaram uma vez sequer e 10% delas já chegaram, inclusive, a ser suspensas pelo Twitter.

A pesquisa alerta que esses “seguidores” podem estar sendo pagos pelo candidato para segui-lo, por seus associados ou mesmo por opositores. Afinal, qualquer pessoa pode comprar followers – não é solicitado qualquer tipo de verificação na hora compra.

Limpe sua conta
Se você não quer seguidores falsos no seu perfil, já existem algumas ferramentas que podem ser úteis na hora de limpar sua lista de seguidores. O Fakers, por exemplo, é um aplicativo que descobre quantas contas falsas seguem você na rede.

O Refollow também te ajuda na “faxina”, gerenciando amigos e seguidores e bloqueando relacionamentos indesejados.

Google irá aumentar prêmios para quem encontrar bugs no Chrome

Empresa decidiu aumentar a base de prêmios dadas aos experts pois as vulnerabilidades “estão se tornando mais difíceis de serem encontradas”

Google aumentou o valor dos prêmios para pesquisadores que encontram bugs no Chrome, navegador da companhia, afirmando que a decisão foi motivada devido à queda de relatórios sobre vulnerabilidades enviados por pessoas fora da empresa.

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Criadores do Twitter querem revolucionar mercado com nova rede social

Apresentado nesta quarta, Medium funciona como mistura entre Pinterest e Tumblr. Outra novidade da dupla é o serviço para conversas “mais intimistas” Branch

Famosos por criar o Blogger e depois o Twitter, Evan Williams e Biz Stone aparecem agora com dois novos serviços para provocar, o que esperam ser, um passo na evolução do compartilhamento online.

Assim como o Twitter, onde Williams e Stone continuam como diretores, o Medium e o Branch são plataformas sociais de publicação pelas quais é possível compartilhar textos, imagens e reportagens.  E, como não podia deixar de ser, o login nos serviços é feito por meio da sua conta no serviço de microblog.

“Quando você leva em conta que temos publicado no papel há mais de 500 e na Internet há apenas algumas décadas, não é nenhuma surpresa que ainda sabemos de tudo. Ainda estamos no início”, escreveu Williams em um post sobre o Medium.

Medium

O Medium funciona em torno de coleções (seções voltadas a diferentes temas) e é uma espécie de mistura entre o Pinterest e o Tumblr, como muitos sites apontaram.

A ideia é que as pessoas possam visualizar, ler e votar nos seus conteúdos favoritos. Outros usuários podem contribuir com essas coleções, mas a frequência de exibição dessa publicação não é cronológica e está diretamente ligada ao número de votos recebidos. Os itens ficam dispostos nessa ordem, com os donos das maiores notas (de 1 a 10, aparentemente) ocupando os lugares mais altos da página.

Nova loja HP Store

Nova loja HP Store. A HP inaugura no próximo dia 22 de novembro sua primeira loja em Maceió (AL). Leia mais